Cesto Cheio

Soberana Ziza

  • 16 de mai. de 2026

    Valor exibido no lote R$ 10.000

    iArremate

    Leilão Casa das Artes de Areté

    Em Cesto Cheio, evoco a presença das mulheres negras na formação de São Paulo, especialmente quituteiras, quitandeiras e lavadeiras, que sustentaram não só suas famílias, mas também redes de troca e comunidade. No centro da cidade, diante da primeira Igreja da Sé, vejo as quituteiras ocupando pontos fixos onde, além da venda de alimentos, circulavam saberes, histórias e informações. Já as lavadeiras, nas margens do rio Tamanduateí, transformavam o trabalho coletivo em espaço de convivência e partilha. Entendo seus cestos e trouxas como mais do que sustento material, são também portadores de conhecimento. Proponho o cesto cheio como metáfora de uma abundância imaterial, construída na troca, na oralidade e na continuidade dessas memórias. Peça está hoje exposta na Galeria Choque Cultural e fez parte da mostra As Vidas da Natureza-Morta no Museu Afro Emanoel Araújo em 2024. (Soberana Ziza Ziza)