Gato Amarelo com Flores

Aldemir Martins , 2000

  • 12 de abr. de 2026

    Preço listado R$ 7.000

    Galeria de Arte Virtual

    Acrílica Sobre Tela · 40 X 40 cm

    Garantia: Certificado de Autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins Biografia Nascimento: 8/11/1922 (Brasil, Ceará, Ingazeiras) Falecimento: 5/2/2006 (Brasil, São Paulo, São Paulo) Habilidades: Professor de artes plásticas, Ceramista, Pintor, Desenhista, Gravador, Ilustrador Aldemir Martins (Ingazeiras CE 1922 – São Paulo SP 2006). pintor, gravador, desenhista, ilustrador. Em 1941, participa da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira (1922-1967), Raimundo Cela (1890-1954), Inimá de Paula (1918-1999) e Mario Baratta (1915-1983), um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas e pinturas. Atua também como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, viaja para o Rio de Janeiro, e, menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951, frequenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP e torna-se monitor da instituição. Estuda história da arte com Pietro Maria Bardi (1900-1999) e gravura com Poty Lazzarotto (1924-1998). Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Desde o início da carreira sua produção é figurativa, e o artista emprega um repertório formal constantemente retomado: aves, sobretudo os galos; cangaceiros, inspirados nas figuras de cerâmica popular; gatos, realizados com linhas sinuosas; e ainda flores e frutas. Nas pinturas emprega cores intensas e contrastantes. Comentário crítico Aldemir Martins começa a desenhar ainda no Colégio Militar, que frequenta desde 1934. Na década de 1940, trabalha como artista em Fortaleza, ao mesmo tempo que busca atualizar o então incipiente meio artístico da cidade. No princípio da carreira, em 1941, ajuda a criar o Centro Cultural de Belas Artes, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mario Baratta. O grupo monta um espaço para exposições permanentes, organiza salões e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas, pinturas e colabora, a partir de 1943, como ilustrador na imprensa cearense. Em 1945, segue para o Rio de Janeiro, com Antonio Bandeira e Inimá de Paula. Na cidade, participa de uma coletiva de artistas cearenses na Galeria Askanasy, organizada pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz (1910-1984). Menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual, em 1946, no Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB/SP; e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951 frequenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP e se torna monitor da instituição. Lá estuda história da arte com Pietro Maria Bardi e gravura com Poty Lazzarotto. Durante o curso, produz o álbum de gravuras Cenas da Seca do Nordeste, com prefácio de Rachel de Queiroz (1910-2003). Os trabalhos mostram grande influência de Candido Portinari (1903-1962), tanto no tratamento do tema como no traço. Em 1951, faz desenhos de paus-de-arara, rendeiras e cangaceiros. Esse trabalho recebe o prêmio aquisição para desenho na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Dois anos mais tarde, faz o cenário da peça Lampião, de Rachel de Queiroz. Em 1956, sua carreira atinge o ápice ao ser premiado como melhor desenhista internacional na 28ª Bienal de Veneza e expor em diversas partes do mundo. Na década de 1960, trabalha muito com arte aplicada a objetos comerciais. Em 1962, cria cenário para o 1º Festival da MPB, da TV Record, e elabora estampas para tecidos da Rhodia Têxtil. Faz ilustrações dos aparelhos de jantar da série Goyana de Cora. A partir da segunda metade dos anos de 1960, Martins faz esculturas de cerâmica e acrílico, além de jóias em ouro e prata. Em 1969, ilustra bilhetes de loteria. Seis anos mais tarde cria a imagem de abertura da telenovela Gabriela, da rede Globo. Em 1981, repete a experiência na abertura da telenovela Terras do Sem Fim. Nos anos 1980, ilustra jogos de mesa, camisetas e latas de sorvete da Kibon. Exposições e Prêmios: Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior tendo como destaques: 1951 – Prêmio de desenho na [Bienal de São Paulo], com “O Cangaceiro”. 1953 – Pintores Brasileiros, Tóquio, Japão. 1954 – Gravuras Brasileira, Genebra, Suíça. 1955 – Bienal Internacional de Desenho e Gravura de Lugano, Suíça. 1956 – Medalha de Ouro no V Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro, XXVIII Bienal de Veneza, Itália – Prêmio “Presidente Dei Consigli dei Ministeri”, atribuído ao melhor desenhista internacional. 1957 – Exposição de gravuras no “Circolo dei Principi”, Roma, Itália, com “Lívio Abramo”, – VI Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro. 1958 – Festival Internacional de Arte, Festival Galleries, Nova Iorque, Estados Unidos, VIII Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro. 1959 – Prêmio de viagem ao Exterior do VIII Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Exposição individual no Museu de Arte Moderna da Bahia. 1960 – Exposição coletiva Artistas Brasileiros e Americanos, Museu de Arte de São Paulo. 1961 – Exposição de desenhos e litografias na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, Portugal. 1962 – Exposição individual na Sala Nebili, Madri, Espanha, Exposição coletiva “Brasilianische Kunstler der Gegenwart”, Kassel, Alemanha. 1965 – Exposição individual no Instituto de Arte Contemporânea, Lima, Peru. 1968 – Primeiro prêmio por grafia na Bienal Internacional de Veneza de 1946 a 1966. 1970 – Panorama da Arte Atual Brasileira – Pintura 70, Museu de Arte Moderna de São Paulo. 1975 – XIII Bienal de São Paulo – Sala Brasileira. 1978 – Retrospectiva “19 pintores”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. 1980 – Exposição circulante, coletiva, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Coletiva 48 artistas, na Pinacoteca do Estado, São Paulo. 1981 – Exposição de pinturas, desenhos e esculturas no Museu de Arte da Bahia. 1982 – Internacional Arte Expo, Estocolmo, Suécia. 1984 – Coletiva – “A Cor e o Desenho no Brasil”, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Individual de pintura, desenho e gravura – “Arte Amazônica”, Nova Iorque, Estados Unidos, “Tradição e Ruptura” – Fundação Bienal de São Paulo. 1985 – Lançamento do livro “Aldemir Martins, Linha, Cor e Forma”. 1988 – Comemoração de 30 anos da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos – Fortaleza, Ceará, “Os Muros de Maison Vogue”, MASP – Museu de Arte de São Paulo 1989 – “O Nordeste de Aldemir Martins”, Espace Latin-American, Paris, França. 2005 – “Sete décadas de Sucessos Artísticos” – 1945-2005 – O MASP inaugura exposição retrospectiva de Aldemir Martins e promove o lançamento do livro do pintor e gravador brasileiro, conhecido pelos seus temas do nordeste, animais e mulheres. A retrospectiva de um dos artista brasileiro vivo foi uma homenagem do MASP a Aldemir Martins, por suas sete décadas de produção artística.